O mercado ilegal impõe perdas bilionárias à indústria brasileira, um problema que se agrava sem a devida atenção do governo. Segundo a Revista Oeste, um terço das empresas industriais sofreu impactos significativos por atos ilícitos nos últimos dois anos, gerando um prejuízo de R$ 39 bilhões em receita líquida de vendas.
A perda de participação de mercado se destaca como o segundo principal efeito negativo, citada por 30% das empresas. Adicionalmente, 28% dos entrevistados relataram o aumento considerável dos custos com segurança, evidenciando a necessidade urgente de medidas de proteção para o setor produtivo. A Sondagem Especial Brasil Legal, realizada pela CNI entre 3 e 12 de novembro de 2025, com 1.398 empresas de diversos portes, revela a gravidade da situação.
O roubo de carga, com 32% das empresas afetadas, emerge como o ilícito mais frequente, corroborando dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que estimou um prejuízo de R$ 314 milhões em 2025, com uma média de oito caminhões atacados diariamente no Rio de Janeiro. A não conformidade de produtos com regulamentações técnicas, apontada por 29% das empresas, também representa um problema sério, impactando principalmente médias e pequenas empresas.
A CNI aponta que os investimentos em segurança, que somam R$ 68,5 bilhões, superam as perdas diretas estimadas em R$ 39,1 bilhões, ainda que os gastos com segurança cibernética permaneçam insuficientes, com apenas 1% ou menos do orçamento dedicado por cerca de 77,1% das empresas. A maioria das empresas (77%) defende o aumento da fiscalização, enquanto outros 46% propõem investimentos em inteligência e 36% o endurecimento da legislação, evidenciando a urgência de ações concretas para proteger a indústria nacional.









