O deputado federal General Pazuello (PL-RJ) defende uma revisão drástica da Lei Antiterrorismo, buscando mecanismos mais eficazes para proteger a nação de ameaças crescentes. A iniciativa do parlamentar, que visa ampliar a definição de terrorismo, surge em um contexto de crescente preocupação com a instabilidade institucional e a vulnerabilidade das infraestruturas críticas.
Segundo a Revista Oeste, o projeto de lei apresentado por Pazuello propõe incluir motivações políticas, religiosas e sociais como elementos que qualificam atos como terrorismo. A proposta também revoga uma cláusula que atualmente exclui manifestações de qualquer natureza, incluindo sindicais e profissionais, da tipificação criminal. O objetivo é garantir uma cobertura mais abrangente para combater ações que representem uma séria ameaça à segurança pública.
A proposta atualiza a legislação para incorporar ataques cibernéticos contra alvos estratégicos, como sistemas de energia, instituições financeiras, hospitais, escolas e redes de transporte. Além disso, o texto prevê responsabilização por interrupções em serviços telemáticos e de informação considerados essenciais para o funcionamento do país. O deputado General Pazuello justifica a necessidade da medida, argumentando que a legislação vigente apresenta brechas diante das novas e sofisticadas formas de ataque.
O projeto de Pazuello se junta a outras iniciativas no Congresso, como a proposta do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que visa alterar a Lei de Migração para impedir a entrada de estrangeiros ligados a organizações terroristas ou facções criminosas transnacionais. O projeto de Orleans e Bragança também define que o apoio a grupos terroristas ou facções poderá ser caracterizado por diversas ações, incluindo financiamento, recrutamento, suporte logístico e divulgação em redes sociais.









