O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, escalou a batalha contra o Judiciário com um vídeo satírico que gerou furor, desafiando diretamente o ministro Gilmar Mendes do STF. A provocação, divulgada em meio à crescente narrativa de perseguição política, utiliza a paródia para expor o que Zema e aliados percebem como abusos de poder e tentativas de silenciamento.
Segundo a Revista Oeste, a nova peça de humor, intitulada “Os Intocáveis”, surge após o STJ comunicar a Zema a abertura de um processo por calúnia, motivado pela crítica do ex-governador à conduta do ministro. A paródia utiliza a figura de um político lamentando o desmantelamento de um esquema de financiamento do fórum jurídico em Portugal, onde R$ 8,3 milhões eram desviados para gastos supérfluos como jantares, uísques e viagens internacionais. A animação, com uso de inteligência artificial, retrata Gilmar Mendes em uma situação caricata – uma sauna com champanhe – e estima seu patrimônio em R$ 20 milhões, acentuando o que Zema e seus apoiadores consideram um caso de excessos e despropósito.
A reação do STF, liderada por Gilmar Mendes, foi rápida. Poucas horas após o recebimento da notificação do STJ, o ministro solicitou a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, alegando que o ex-governador havia promovido disseminação de notícias falsas através de um vídeo de março, onde utilizou fantoches para criticar as conexões de juízes com o escândalo do Banco Master. A PGR, por meio do procurador-geral Paulo Gonet, rejeitou a tentativa de inclusão, argumentando que as manifestações de Zema ocorrem dentro do âmbito da atuação pública e política do pré-candidato à Presidência da República.
O episódio reacendeu o debate sobre a atuação do STF e a crescente sensação de que o Judiciário está sendo utilizado como instrumento de perseguição política contra oposição. A utilização do Inquérito das Fake News como ferramenta para silenciar vozes críticas e a intervenção de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que, em diferentes momentos, direcionaram investigações e acionaram o STJ, alimentam a percepção de um sistema judicial politizado eivado de parcialidades.









