O Mercosul se aproxima de uma aliança comercial com a Europa que pode representar riscos significativos à economia brasileira e ao livre mercado. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende apresentar na próxima quarta-feira, dia 10, o acordo entre o bloco sul-americano e os países Efta – Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – para votação no plenário da Casa.
A iniciativa tem forte apoio do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que busca agilizar a tramitação do acordo antes do recesso parlamentar em 18 de julho. A pressão por aprovação se intensifica diante das preocupações com o esvaziamento programado do Congresso Nacional devido aos feriados juninos e seus possíveis impactos no calendário legislativo.
Segundo a O Antagonista, a votação é considerada prioritária para evitar que o acordo seja adiado até depois da eleição de outubro, quando há risco significativo das prioridades parlamentares serem desviadas por interesses políticos partidários. Aprovando este pacto comercial, espera-se um impulso à competitividade brasileira e uma abertura maior do país ao investimento estrangeiro direto – pontos cruciais para o desenvolvimento econômico do Brasil.
O tratado prevê a ampliação do acesso de produtos brasileiros aos mercados dos países Efta e vice versa. O acordo, concluído em julho passado, busca aumentar as exportações dos blocos, somando cerca de US$ 4,3 trilhões no Produto Interno Bruto (PIB) combinado entre Mercosul e EFTA em 2024 – uma demonstração da força econômica desses mercados. A cláusula bilateral incluída nas negociações permite que o livre comércio comece a valer assim que todos os países concluírem seus processos internos, evitando atrasos desnecessários na implementação do acordo.









