Reprodução/Youtube/TVLIDE

O empresário Daniel Vorcaro intensifica sua estratégia de delação premiada, gerando crescente apreensão no governo e elevando a tensão política na capital federal. A figura central do Caso Master busca renegociar suas condições cautelares em meio à pressão da Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a Gazeta do Povo, o novo esboço de depoimento apresentado por Vorcaro agora exige uma admissão formal de culpa com provas concretas contra altas autoridades dos Três Poderes. A PF não tolera mais informações consideradas “fracas” e “seletivas”, como na primeira versão da delação que foi rejeitada. Como resultado, o empresário perdeu os privilégios concedidos – incluindo a sala especial –, sendo transferido para uma cela comum.

O caso se complica com menções ao senador Ciro Nogueira (PP), alvo de investigação por supostos pagamentos mensais no valor de R$ 500 mil e uma viagem aos Alpes Franceses financiada por Vorcaro, além da questão envolvendo o resort ligado a familiares do ministro Dias Toffoli. A busca pela Polícia Federal é identificar os mecanismos para recuperar cerca de R$60 bilhões que teriam sido desviados através deste esquema fraudulento no Banco Master.

A estratégia adotada pelos investigadores envolve o uso da “Difusão Prateada” da Interpol, uma ferramenta internacional para localizar e bloquear ativos financeiros em outros países – buscando rastrear os recursos desviados das vítimas do caso Master. Paralelamente à análise dos novos materiais apresentados por Vorcaro, a investigação se estende aos seus familiares: Henrique Vorcaro, Felipe Vorcaro e Fabiano Zettel, todos já presos durante as fases da Operação Compliance Zero, com o último possivelmente buscando um acordo de colaboração individual.

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