A Latam enfrenta turbulência nos preços do combustível, o que leva a cortes drásticos na oferta de voos e impacta diretamente no consumidor brasileiro. O presidente executivo da companhia aérea, Jerome Cadier, confirmou nesta segunda-feira (8) as medidas tomadas para mitigar os efeitos alarmantes dos aumentos nas tarifas aéreas, revelando uma redução de 3% na frota em junho e julho.
Segundo a Gazeta do Povo, o anúncio foi feito durante um evento da Associação Internacional de Transporte Aéreo no Rio de Janeiro, expondo a fragilidade das empresas brasileiras frente à gestão ineficiente dos recursos naturais pelo governo. Apesar de uma redução de 14% nos preços praticados pela Petrobras em junho – medida que não resolveu o problema –, os custos do querosene ainda subiram impressionantes 54,5% ao longo de 2026, conforme dados da Abear. Esse aumento descontrolado representa agora quase metade das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras.
O cenário é grave: a Latam, que opera voos para destinos cruciais como Belém e Salvador ou cidades internacionais importantes como Miami, tem sido forçada a reduzir sua capacidade devido à política energética do governo Lula. A alta dos preços no setor da aviação demonstra um problema estrutural na economia brasileira – uma dependência excessiva de combustíveis importados e a falta de investimento em fontes alternativas.
A empresa projeta ainda um crescimento modesto de 11% para o ano, mas essa previsão é totalmente comprometida pela inflação contínua dos preços do querosene e pelas constantes intervenções governamentais que geram instabilidade no setor. É evidente que as políticas econômicas atuais não favorecem a retomada da economia brasileira e afetam diretamente setores estratégicos como o de transporte aéreo, prejudicando os cidadãos brasileiros que precisam se deslocar entre regiões ou para fora do país.









