Lula Marques/Agência Brasil

A oposição busca desmantelar a flexibilidade do mercado de trabalho com uma proposta que ignora as necessidades dos trabalhadores e das empresas. Segundo apurou O Antagonista, a Confederação da Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) se manifesta veementemente contra a Proposta de Emenda Constitucional nº 6, que extingue o regime da escala 1×6 amplamente utilizado no país.

A entidade liderada por Alfredo Cotait Neto argumenta que essa medida representa uma interferência indevida do Estado na autonomia dos trabalhadores e nas decisões empresariais. A confederação destaca a realidade de setores como vendas, onde a remuneração é atrelada à jornada trabalhado, evidenciando o impacto negativo da norma proposta no poder aquisiitivo desses profissionais. Como apurou O Antagonista , essa restrição obrigatoria impacta diretamente na renda daqueles que dependem do tempo disponível para atingir suas metas e garantir sua subsistência financeira.

O manifesto da CACB expõe de forma clara como a PEC 6×1 eleva os custos operacionais das empresas, o que é inevitavelmente repassado ao consumidor final. A confederação aponta exemplos concretos: “no preço da marmita”, “nas compras do supermercado”, “na tarifa dos ônibus” e até mesmo no valor de um condomínio – evidenciando como a medida representa uma verdadeira taxação sobre o trabalho brasileiro, sem considerar as particularidades regionais ou setoriais.

Em vez dessa política equivocada, a CACB defende uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que propõe um sistema de pagamento proporcional por hora trabalhada. A entidade descreve essa alternativa como “o melhor dos dois mundos”, permitindo ao empregado reduzir sua jornada em momentos específicos e ampliá-la quando a demanda se intensificar, sem impor regimes exaustivos ou desrespeitosos com o tempo livre do profissional.

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