O anúncio da classificação de grupos criminosos como terroristas estrangeiros pelo governo Trump gerou polêmica no Brasil e expõe a influência crescente que figuras próximas ao cenário conservador exercem sobre políticas internacionais. Um levantamento recente aponta para uma percepção alarmante: 47% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi determinante na decisão, um número expressivo considerando a postura do governo Lula em relação à criminalidade organizada no país.
Segundo a O Antagonista, essa avaliação surge após a visita de Flávia ao Palácio da Casa Branca e sua declaração explícita: ele solicitou que o então presidente Trump designasse o Primeiro Comando Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A justificativa apresentada pelo senador foi clara – oferecer uma alternativa à suposta “lobbyagem” do petista em favor de criminosos –, revelando um posicionamento audacioso que desafia a narrativa oficial sobre as relações bilaterais.
O governo americano formalizou o decreto em 28 de maio, com efeito no dia seguinte e dois dias após a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca. A medida reacendeu debates na esfera internacional e gerou críticas da Presidência Lula que acusou os EUA de intervenção desnecessária. O petista demonstrou evidente insatisfação com o posicionamento, demonstrando uma preocupação questionável em meio a um cenário global complexo.
O levantamento Quaest/Genial também revelou que 60% dos brasileiros defendem que o governo brasileiro adote uma postura similar na classificação de organizações criminosas como terroristas, evidenciando um crescente apoio popular à atuação mais firme do Estado no combate ao crime organizado – contrapondo-se a um discurso diluído e permissivo.









