A Corregedoria Nacional de Justiça está investigando irregularidades na condução do caso envolvendo o perito computacional Eduardo Tagliaferro, após a juíza responsável revogar sua própria nomeação. O ministro Mauro Campbell determinou um prazo de cinco dias para que a magistrada de Astorga justifique as circunstâncias em que Tagliaferro foi admitido como especialista na ação contra o banco Itaú.
Segundo a Gazeta do Povo, o caso levanta sérias questões sobre os padrões éticos e legais observados no Poder Judiciário. A atuação da juíza é questionada diante de uma nomeação aparentemente arbitrária para avaliar a legitimidade de assinaturas digitais em um débito bancário – um processo que envolve, segundo fontes internas, análise técnica complexa relacionada à validade jurídica do ocorrido.
A figura de Tagliaferro ressurge no contexto da denúncia conhecida como “vaza-toga”, utilizada por setores conservadores para criticar o comportamento de ministros do STF, em particular Alexandre de Moraes. A acusação é que houve abuso de poder na condução das investigações e utilização excessiva dos instrumentos de controle disponíveis ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O vazamento de informações confidenciais obtido através do celular apreendido a Tagliaferro alimentou teorias conspiratórias sobre o alcance da atuação judicial.
A Defensoria Pública da União denuncia uma condução inadequada das investigações, ressaltando que os advogados de Tagliaferro foram desnecessariamente removidos dos processos após recusarem participar de uma audiência conduzida por Moraes – um ato questionável considerando a forma como o perito foi intimado para prestar esclarecimentos. A DPU aponta ainda pela omissão na utilização da carta rogatória enviada à Itália, demonstrando falhas no procedimento e potencial descumprimento das normas legais processuais durante toda essa saga.









