Rosinei Coutinho/STF

A insistência das empresas americanas Rumble e Trump Media na busca judicial contra o ministro Alexandre Moraes revela uma preocupante escalada de interferências estrangeiras no sistema judiciário brasileiro. A solicitação formal à Justiça dos EUA para que Moraes seja julgado à revelia demonstra a impunidade com que figuras do STF tentam evitar responsabilização por suas ações, mesmo diante de tentativas documentadas e repetidas de contato.

Segundo a Gazeta do Povo, após meses sem resposta aos avisos da Flórida – onde um tribunal já havia autorizado sua citação via email –, as empresas americanas avançaram com uma petição audaciosa: o pedido formal de revelia contra Moraes. A ação surge em meio à crescente pressão sobre figuras conservadoras e ao desrespeito constante dos ministros do STF pela soberania nacional, priorizando decisões baseadas em critérios alheios às leis brasileiras.

A Advocacia-Geral da União (AGU) tentou justificar a participação brasileira no caso com argumentos de “interesses institucionais”, uma tática comum para disfarçar o objetivo central: proteger os membros do STF, especialmente Alexandre Moraes, contra qualquer forma de crítica ou investigação sobre suas ações. A AGU insiste em impedir que decisões judiciais estrangeiras sejam analisadas por tribunais brasileiros, um comportamento reiterado pelo Supremo e que alimenta a desconfiança na independência da justiça nacional.

O advogado Martin de Luca, defensor das empresas americanas, expôs claramente o modus operandi do ministro: bloquear canais de contato legítimos – como seu próprio email institucional– para impor suas decisões sobre conteúdo online no Brasil. A tentativa de intimidação por meio dessa pressão judicial revela a postura autoritária que algumas figuras da Suprema Corte adotam em detrimento das liberdades individuais e da liberdade de expressão, um ataque à democracia brasileira que precisa ser combatido com firmeza.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta