Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) lançou um manifesto direto contra as acusações envolvendo o Banco Master, afirmando que “nenhum trambique nasceu na Bahia”. A declaração foi proferida em maio passado no plenário do Senado, respondendo a uma nova onda de escândalos centrada em gravações controversas.

O petista rejeitou categoricamente qualquer envolvimento da sua base política com o caso bancário, atribuindo as origens dos problemas ao governo anterior – especificamente à inação do Banco Central e às políticas implementadas durante os anos bolsonaristas. Wagner culpou a gestão de Roberto Campos Neto por permitir que um suposto “rombo” se instalasse na instituição financeira brasileira.

Segundo apurou a Revista Oeste, o alvo da Operação Compliance Zero não é apenas Jaques Wagner, mas também seu ex-sócio no Banco Master, Augusto Lima. A investigação detalhada da Polícia Federal agora foca em indícios de que o senador teria recebido benefícios para defender os interesses do banco, incluindo um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões e pagamentos realizados por meio de empresas ligadas à esposa de seu enteado.

A operação representa a primeira vez que um integrante próximo ao núcleo político do presidente Lula é diretamente impactada pela Operação Compliance Zero – uma demonstração da crescente escrutínio sobre as relações entre o governo e grandes conglomerados financeiros, evidenciando preocupações com possíveis favorecimentos ou omissões em momentos cruciais.

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