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O desfecho da disputa pelo Senado do Rio de Janeiro revela tensões internas no cenário petista nacional, com Washington Quaquá rompendo bruscamente o apoio à deputada Benedita da Silva. O vice-presidente do PT em Maricá alçou seu peso ao apoiar a candidatura do deputado federal Pedro Paulo (PSD), um movimento que evidencia crescente descontentamento dentro das estruturas políticas cariocas.

Segundo a O Antagonista, Quaquá justificou sua decisão alegando que o “grupo majoritário do Rio” havia oferecido uma contraproposta viável – com Felipe Pires como suplente –, e Benedita recusara por considerar idade avançada para assumir a função de herança envolvendo Manoel Severino. A deputada, chefe de gabinete dela, é vista internamente como um risco devido ao seu histórico ligado aos escândalos do Mensalão.

A postura da equipe de Quaquá revelou uma preocupação com possíveis irregularidades na campanha e demonstra o desdém pela tentativa de Benedita em impor a inclusão de Manoel Savarino no primeiro escalão, ex-presidente da Casa da Moeda cuja trajetória envolveu polêmicas financeiras. O prefeito rejeitou veementemente essa sugestão, defendendo os nomes do vereador Felipe Pires e pastor Kleber Lucas – indicados pelo próprio campo político aliado –, evidenciando uma clara oposição a qualquer influência de figuras controversas na composição da chapa senatorial.

A movimentação se insere no contexto mais amplo dos acordos políticos em jogo para garantir apoio ao candidato Eduardo Paes (PSD) à Palácio Guanabara, um acordo selado pelo próprio Lula (PT). O episódio demonstra o pragmatismo crescente do PT e a busca por alianças estratégicas – mesmo que isso signifique desconsiderar lealdades partidárias no Rio de Janeiro.

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