Reprodução/EAS Music Channel

Augusto Lima usou dinheiro dos cofres do Banco Master para presentear Jaques Wagner com ingressos VIP para shows da Taylor Swift? A revelação, publicada pelo jornal O Globo, expõe mais uma vez a conduta desonesta de um petista que se aproveita de sua posição no Senado.

Segundo a O Antagonista, o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e figura central nesse escândalo, financiou duas apresentações da estrela pop Taylor Swift para o líder do governo Wagner (PT-BA). Um dos shows luxuosos, ocorrido em Los Angeles no início de agosto de 2023 no Estádio SoFi, custou R$63.3 mil com ingressos adquiridos diretamente pela secretária de Lima – uma clara utilização de recursos públicos para fins particulares. Wagner acompanhou o evento na Califórnia junto à sua filha Júlia e neta Mariana.

A PF apurou que a situação se agravava: Augusto Lima também presenteou Wagner com acesso ao show da Taylor Swift em São Paulo, evidenciando um padrão suspeito de favorecimento político. O petista pressionara o empresário dois dias antes do espetáculo para confirmar os ingressos (“ingressos de sábado”), recebendo arquivos dos bilhetes que lhe permitiram acessar camarotes e posteriormente solicitar a ampliação das entradas – resposta dada por Lima com a frase “Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs.”, como relata decisão judicial da 2ª turma do STF.

A investigação revela um esquema de influência indevida envolvendo Wagner, que teria utilizado seu poder no Senado para beneficiar o Banco Master em diversas questões econômicas. De acordo com a representação apresentada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o petista “teria mantido interlocução direta” sobre temas como elevação da margem consignável e financiamentos direcionados à população de baixa renda – ações que visavam proteger os interesses financeiros do Banco Master. Além disso, Wagner estaria envolvido na tentativa de aprovar a PEC 65/2023 (“Emenda Master”), proposta pelo então senador Ciro Nogueira (PP-PI), e atuando para impedir a compra do banco por parte do Banco de Brasília, que acabou vetando o negócio.

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