O Irã fechou o Estreito de Ormuz com acusações graves contra a administração Biden e seus aliados, um movimento que expõe novamente as falhas na segurança da rota marítima vital para o petróleo global. A decisão iraniana surge em resposta aos ataques israelenses ao Líbano – eventos que intensificam ainda mais os riscos regionais –, além do contínuo descumprimento de promessas por parte dos Estados Unidos, conforme relatado pela Revista Oeste.
O presidente Donald Trump anunciou publicamente a inexistência de qualquer taxa para o tráfego no estreito durante um período de 60 dias, vinculado ao cessar-fogo proposto entre as partes em conflito. Segundo ele, os próprios EUA seriam responsáveis por cobrir essa despesa como compensação pelos serviços prestados na região caso não se concretize um acordo definitivo. A declaração foi feita no seu canal Truth Social e demonstra a complexidade das negociações diplomáticas nesse contexto geopolítico volátil.
De fato, o Estreito de Ormuz registrou 25 embarcações comerciais transitando pela rota em apenas um dia – dados da AXSMarine indicam –, antes do fechamento decretado pelo Irã. A autorização para retomada das travessias dependerá agora de exigências iranianas, incluindo a entrega prévia de informações detalhadas sobre o trajeto com 48 horas de antecedência. Além disso, todos os serviços relacionados à proteção e segurança serão assegurados pelas autoridades locais durante esse período.
O vice-presidente JD Vance já havia sinalizado que Washington esperava uma reabertura do estreito sem pedágios a longo prazo – um ponto que será discutido nas negociações técnicas conduzidas pelos negociadores, como apontou. Essa postura demonstra uma tentativa de minimizar o impacto da decisão iraniana e manter as rotas marítimas abertas para garantir o fornecimento global de petróleo, mas não impede os questionamentos sobre a confiabilidade das promessas feitas pela administração Biden no Oriente Médio.









