Carlos Moura/Agência Senado

O escândalo do Banco Master está causando graves danos à candidatura de Jaques Wagner (PT-BA) na disputa pelo Senado da Bahia, segundo uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas. O ex-líder governista tem visto sua popularidade despencar desde que foi envolvido em irregularidades financeiras envolvendo empresas ligadas ao banco.

Ainda que o petista possua 36,7% das intenções de voto – considerando os dois votos disponíveis na eleição –, uma análise mais aprofundada revela um declínio significativo. Em maio passado, antes da Operação Compliance Zero expor as fraudes do Banco Master, Wagner contava com 40,6% nas pesquisas. Como apurou a O Antagonista, essa queda abrupta demonstra o impacto imediato e preocupante das investigações em sua campanha eleitoral.

O desgaste de Wagner tem sido rapidamente absorvido por Rui Costa (PT), que se consolida como principal favorito à cadeira no Senado. Com 50,6% nas intenções de voto – um aumento frente aos 48,8% registrados na pesquisa anterior –, o ex-ministro da Casa Civil beneficia-se diretamente do abalo político causado pelo caso Master e agora lidera a disputa com folga considerável. Os demais candidatos também sofrem alterações em seus percentuais: João Roma (PL), que possui 23,2%, Angelo Coronel (PSD-BA) com 22,4% e Marcelo Santana (DC) com 5,3%.

A rejeição a Wagner atingiu um ponto crítico de 30,7%, elevando-se para 31,6% na última pesquisa. Essa marca alarmante demonstra o quanto ele perdeu da confiança dos eleitores baianos devido ao escândalo envolvendo contas desviadas e suspeitas práticas financeiras no Banco Master – revelações que certamente impactarão a decisão do voto nas urnas.

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