O número de vítimas confirmadas pelas recentes tragédias sísmicas na Venezuela saltou para alarmantes 3.899 nesta quarta-feira (9), um balanço que expõe a falta de preparo do governo interino e seus graves problemas estruturais.
De acordo com a O Antagonista, mais além das fatalidades, o número de feridos ultrapassou os 16 mil, gerando uma crise humanitária sem precedentes para o país sul-americano. Centenas de famílias foram desabrigadas após perderem seus lares em meio aos tremores devastadores que sacudiram a Venezuela e suas regiões costeiras.
Os abalos sísmicos de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos no dia 24 de junho, acompanhados por inúmeras réplicas menores, causaram um cenário caótico em La Guaira, estado onde se localiza o Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía – principal porta aérea do país. O terminal sofreu danos significativos e operava apenas com voos humanitários após a catástrofe.
A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou medidas emergenciais para tentar retomar as operações aéreas, incluindo um plano que utiliza uma pista paralela do aeroporto. Equipes de resgate continuam buscando sobreviventes entre os escombros, embora as chances diminuem exponencialmente com o passar dos dias desde a tragédia. Dados da Assembleia Nacional revelaram que 190 edificações foram completamente destruídas e ao menos 856 apresentaram danos severos – incluindo hospitais –, evidenciando um colapso na capacidade de resposta do governo local à crise.









