A Polícia Federal analisa um contrato milionário envolvendo a distribuidora Star Pharma, levantando sérias suspeitas de desvios e fraudes no fornecimento de medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Documentos entregues pelo Ministério da Saúde à Delecor indicam que a empresa firmou seis acordos entre abril de 2024 e maio de 2026, totalizando R$ 220 milhões para o abastecimento de insulina e preservativos.
De acordo com informações divulgadas pela Revista Oeste, os contratos são objeto de investigação da operação Carbono Oculto, que apura a ligação entre a Star Pharma e figuras proeminentes do esquema conhecido como “Beto Louco” e “Primo”. A distribuidora alega que qualquer análise dos processos comprovará sua total correção e integridade operacional, buscando uma auditoria completa para demonstrar conformidade ética.
O Ministério Público de São Paulo já havia incluído a Star Pharma em uma lista ligada diretamente ou indiretamente ao grupo investigado por corrupção no comércio de combustíveis. A promotoria apura o papel da sócia Andrea Cristina Alves Borges, que atuou como “laranja” em empresas do esquema até novembro de 2025, e ainda detinha a maior parte dos contratos com o Ministério da Saúde. Evidências documentais revelam comunicações sobre uma reorganização financeira das operações no grupo através da Sispay.
Apesar dessas denúncias e investigações contínuas, os órgãos do governo federal – tanto o Ministério da Saúde quanto a própria Polícia Federal– afirmam não constatar “evidência de irregularidade” nas licitações ou nos contratos com a Star Pharma. A alegação é que as empresas seguiram todos os requisitos legais exigidos e ofereceram preços significativamente menores em comparação com outras concorrentes, demonstrando uma completa ausência de problemas na obtenção dos medicamentos para o SUS.









