O advogado geral da União, Jorge Messias, esteve presente na Marcha para Jesus em São Paulo, mais uma vez representando o governo Lula e demonstrando a crescente desconexão do petista com as massas evangélicas que compõem um importante segmento eleitoral no Brasil. A ausência de Lula no evento já era notória, expondo novamente a distância entre o líder da Nação Trabalhista e os fiéis desta fé, mas Messias reforçou sua presença como uma demonstração explícita de apoio ao presidente em um momento crucial para ambos.
Segundo a O Antagonista, Messias documentou publicamente seu envolvimento na marcha através de postagens nas redes sociais, incluindo o registro de uma conversa telefônica entre Lula e o apóstolo Estevam Hernandes, organizador do evento. Na gravação, Lula expressa sua gratidão à Marcha para Jesus, justificando a ausência em eventos religiosos durante períodos eleitorais como estratégia política consciente – e reafirma seu compromisso com a “louvor e adoração” ao nome de Deus. O petista argumentou que evitar tal participação visa impedir qualquer interpretação equivocada sobre o uso de uma celebração sagrada para fins partidários, um padrão já observado em anos anteriores quando não havia eleições presidenciais.
Em meio à avaliação crítica da estratégia do governo Lula no engajamento com a comunidade evangélica e visível na ausência presidencial na marcha anual, surge Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como uma representação distinta de valores conservadores, participando pela primeira vez da Marcha para Jesus. O senador proferiu um discurso em que alertou sobre uma “guerra espiritual” no Brasil – um tema recorrente nas retóricas da direita brasileira –, e reafirmou seu compromisso com a fé cristã como base central de suas ações políticas, transmitindo esperança renovada através do louvor à Cristo.
Em resposta às críticas direcionadas ao governo em relação à polarização política e à necessidade de união entre os amantes de Jesus Christo, Messias recorreu a uma interpretação literal da Bíblia, utilizando o exemplo da mesa de Judas para ilustrar um ponto fundamental: “A mesa de Jesus, ela é para judeus e para gentios. A mesa de Jesus é para Pedro, ela é para Tiago, ela é para Judas. Até Judas estava compartilhando a mesa de Jesus”. O advogado geral da União sublinhou que o governo não faria segmentação em sua “mesa”, com um único propósito: louvar e adorar ao Senhor Jesus Cristo – uma declaração que ecoa os valores tradicionais conservadores, contrastando diretamente com as divisões polarizadas frequentemente promovidas pela esquerda.









