O candidato Abelardo de la Espriella emerge nas eleições colombianas com um discurso agressivo e focado em segurança, ganhando força em meio ao crescente caos e violência no país. A estratégia, que o tem apelidado de “Bukele colombiano”, capitaliza o descontentamento popular com a gestão do governo de Gustavo Petro, marcado por altos índices de criminalidade e instabilidade.
Segundo a Revista Oeste, a ascensão de Espriella é diretamente ligada ao desgaste do governo petrista. A persistência do narcotráfico, a atuação de grupos armados ilegais e a crescente violência, intensificada por ataques com drones e confrontos diretos, alimentam o desejo por medidas mais drásticas. A população colombiana busca soluções efetivas, e o candidato oferece uma abordagem sem concessões.
Espriella propõe medidas ousadas, incluindo a militarização do combate ao crime, a construção de megaestruturas carcerárias e o abandono da política de “Paz Total” de Petro, buscando inspiração no modelo de Nayib Bukele em El Salvador. Além disso, o candidato defende a redução do papel do Estado na economia, cortes de impostos e o uso de inteligência artificial, atraindo o apoio de setores conservadores e empresariais, similar à proposta de Javier Milei na Argentina.
A defesa de Espriella por figuras controversas, como Alex Saab e David Murcia Guzmán, gera críticas sobre a consistência de seu discurso anticorrupção. O político justifica suas ações como o exercício do direito de defesa técnica dentro dos limites da lei, mas especialistas o classificam como parte do “efeito Bukele” na América Latina, caracterizado por um outsider que busca governar com soluções radicais, sem experiência administrativa prévia.









