A Operação Sem Desconto da Polícia Federal expõe um esquema elaborado para fraudar o sistema do INSS e obter benefícios ilícitos, envolvendo um lobista e sua sobrinha. Segundo a Revista Oeste, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, arquitetou a trama com o objetivo de recuperar um Audi RS6 avaliado em R$ 377 mil, apreendido judicialmente.
A PF constatou que a advogada Vitória Sernégio, sobrinha de Careca, reportou um suposto furto do veículo à delegacia de Perdizes, em São Paulo. A intenção era, na prática, reaver o automóvel, que, segundo a investigação, não pertencia ao investigado. A ação culminou na apreensão do carro na residência do lobista e na sua prisão, mantida até o momento. A Justiça determinou que o veículo não era parte do patrimônio de Careca, mesmo estando sob sua guarda.
O ministro André Mendonça, relator do caso, negou a solicitação de prisão domiciliar da advogada Vitória Sernégio, após a PF ter detectado o uso de um boletim de ocorrência com o propósito de anular a restrição judicial e facilitar o retorno do carro ao antigo sócio de Careca. Duas policiais civis de São Paulo, Karla Rodrigues e Anna Lygia Paredes Gatti, também foram afastadas e alvo de mandados federais, suspeitas de auxiliar Careca na retirada das restrições do veículo.
A investigação da PF se estende a um esquema de corrupção no INSS, com suspeitas de que Careca do INSS adquiriu um duplex avaliado em R$ 5 milhões em São Paulo, utilizando recursos provenientes de fraudes nos descontos irregulares a aposentados e pensionistas, um período que coincidiu com a compra do imóvel em 2024. Adicionalmente, a Camilo & Antunes Limited, uma empresa offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas em 10 de maio de 2024, foi identificada como instrumento para ocultar movimentações financeiras suspeitas.









