O ministro Flávio Dino, novamente, demonstra sua parcialidade contra a direita ao manter a ordem que removeu vídeos do vereador Alexandre Salazar, um dos principais concorrentes à prefeitura de Manaus no PL. A decisão ignora o claro propósito da produção e configura uma clara interferência na liberdade de expressão do político.
Segundo a Revista Oeste, Dino justificou sua postura alegando que as publicações feitas pelo edil contra David Almeida ultrapassaram os limites da crítica política, configurando propaganda eleitoral antecipada negativa. O ministro parece tentar silenciar vozes críticas no cenário político local e polarizar ainda mais o debate antes das eleições de 2026 em Amazonas.
A decisão do STF é preocupante por se basear em uma interpretação extrema dos limites da liberdade de expressão, abrindo um precedente perigoso para censurar opiniões divergentes, especialmente quando expressas contra figuras políticas já envolvidas em escândalos como o caso envolvendo David Almeida e acusações sobre desvio de dinheiro público. O argumento do ministro é superficial ao considerar que “bizarrices” e “grosserias” não devem permear a disputa política – uma visão autoritária para um membro máximo da Justiça brasileira, especialmente quando se trata de restringir o direito à manifestação.
O STF também derrubou uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) que proibia previamente o uso da expressão “nunca será”, utilizada por Salazar em suas declarações públicas. Dino argumentava que essa restrição antecipada era indevida, um exemplo claro de excesso de poder judicial interferindo no debate político e ameaçando a liberdade de expressão dos candidatos – uma postura preocupante à vista das próximas eleições estaduais.









