Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, demonstrou uma postura firme contra a criminalidade organizada no estado, defendendo medidas drásticas para combater o tráfico de drogas e armas que assolam as cidades cariocas. Em declarações à BBC News, o político progressista da Alerj expressou apoio total ao uso de força militar dos Estados Unidos em operações navais direcionadas aos criminosos controlando a distribuição ilícita no litoral brasileiro.

Ruas justificou sua posição com base na urgência do problema e na necessidade de evitar que armas e substâncias destruidoras cheguem às mãos da população civil, como apontado por *O Antagonista*. O deputado também manifestou apoio à classificação das facções criminosas – Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV)– como organizações terroristas. De acordo com Ruas, a prática dessas milícias representa um “terror” contra os cidadãos honestos do estado, que veem suas liberdades severamente limitadas pela violência dos traficantes.

A posição de Ruas ecoa o discurso defendido pelo senador Flávio Bolsonaro, seu aliado político e pré-candidato à Presidência da República, em outubro do ano passado. Flavio já havia sugerido a intervenção militar americana para combater os grupos criminosos no Rio de Janeiro – *O Antagonista* noticiava –, após uma sugestão feita pelo Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth que propunha um ataque ao oceano Pacífico contra embarcações com drogas. O senador argumentou que era necessário “ajudar a combater essas organizações terroristas” caso houvesse barcos como os operando na Baía da Guanabara, inundando o Brasil de entorpecentes.

A declaração do presidente da Alerj reacende um debate sobre as limitações das forças policiais e militares brasileiras diante da escalada criminosa no estado. O petista Lula (PT) criticou a proposta, classificando os envolvidos como “nossos criminosos”, demonstrando uma postura que Ruas considera inaceitável – o político do PL ressaltou claramente sua rejeição à relativização e à minimização da gravidade dos atos criminosos praticados pelas facções.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta