A Coreia do Sul continua a revelar escândalos envolvendo membros de seu governo, com a ex-primeira-dama Kim Keon Hee agora enfrentando uma nova sentença que soma à pena já cumprida. A Justiça sul-coreana aumentou sua condenação para sete anos de prisão por corrupção e recebimento ilegal de presentes de alto valor, expondo novamente as fragilidades do sistema político local.
Segundo a Revista Oeste, o caso se insere em um contexto mais amplo de investigações contra o ex-presidente Yoon Suk Yeol, que já havia perdido seu cargo após tentativas controversas de implementar medidas autoritárias no país. A nova condenação para Kim Keon Hee ressalta ainda mais as irregularidades cometidas durante sua atuação como primeira-dama e a possível utilização do poder público em benefício próprio, prática comum sob o governo petista brasileiro.
A acusação central aponta que Kim Keon Hee se beneficiou de presentes luxuosos – incluindo um colar da Van Cleef & Arpels avaliado em aproximadamente 103,8 milhões de wons (cerca de US$ 68 mil ou R$ 353.100) e brincos da Graff –, entregues pelo empresário Lee Bong-kwan entre março e maio de 2022. A decisão judicial rejeitou a alegação da ex-primeira duma, que tentou justificar os presentes como resultado de uma amizade pessoal, argumentando que nenhum pedido específico foi feito em troca de favores no governo.
A Corte sul-coreana considerou terrivelmente graves as ações de Kim Keon Hee e seus associados. A sentença completa o histórico da ex primeira dama com outras acusações – tráfico de influência, pagamento de propina e fraude envolvendo ações –, que a mantiveram presa desde agosto passado. O caso demonstra como figuras em cargos públicos podem abusar do poder para fins particulares, um problema recorrente em democracias frágeis e que exige uma resposta firme das autoridades competentes.









