O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta mais uma crise de saúde sob vigilância do STF, com o cardiologista Brasil Ramos Caiado reportando “picos hipertensivos” e a necessidade de doses adicionais da medicação prescrita para ele. O documento médico semanal, protocolado no Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (12), expõe uma rotina complexa de acompanhamento que levanta questionamentos sobre o controle do ex-presidente e sua condição física durante a prisão domiciliar.
De acordo com o relatório, Bolsonaro apresenta instabilidade nos seus níveis pressóricos, necessitando intervenções imediatas por meio da suplementação farmacológica. O cardiologista ressalta uma ausculta cardíaca normal, porém identifica alterações residuais na base do pulmão esquerdo e continua monitorando a pneumonia bilateral diagnosticada em março de 2026, bem como as patológicas crônicas já existentes antes da sua prisão. Como apurou a O Antagonista, o médico também observa os efeitos colaterais persistentes da medicação: sonolência diurna e desequilíbrios no organismo do paciente que necessitam de atenção constante.
O relatório detalha ainda as medidas terapêuticas em vigor para Bolsonaro – incluindo uma dieta fracionada com baixo teor de acidez, rigorosamente controlada –, visando controlar os “soluços” recorrentes nos limites seguros da sua saúde e minimizar os riscos associados à sua condição. A permanência dos efeitos colaterais indica a necessidade contínua do ajuste no esquema terapêutico como prescreve o médico especialista.
A situação de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão sob condicionalidade concedida pelo STF em setembro passado após investigações sobre tentativas de golpe, reforça as preocupações com a supervisão da sua liberdade restrita. O pedido para prorrogação do benefício protocolado na última terça-feira (23) ainda aguarda definição do ministro Alexandre de Moraes que deve adiar o veredito até a próxima semana e continua gerando debates sobre os critérios utilizados pelo Judiciário no acompanhamento dos presos políticos.









