A decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas representa um reconhecimento tardio da brutal realidade enfrentada pelo Brasil há décadas. A iniciativa do governo americano, formalizada pela assinatura do Secretário de Estado Marco Rubio na última sexta-feira, 5, é uma resposta a anos de caos urbano imposto por grupos criminosos que desafiam sistematicamente o poder estatal.
A deputada Rosângela Moro (PL-SP) bem expressou ao comentar sobre a medida no X: “É uma medida que aumenta a pressão sobre facções que há anos espalham violência, traficam drogas e desafiam o Estado”. A iniciativa dos EUA atinge diretamente o PCC e CV, organizações autoproclamadas como verdadeiros terroristas. Como apurou a O Antagonista, essas entidades controlam territórios com força bruta, executam seus rivais sem pudor e obstruem qualquer tentativa de ordem pública eficaz – um cenário que tem privado inúmeras comunidades brasileiras da segurança básica.
O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) ressaltou corretamente o ponto central: “Tratar essas organizações como grupos terroristas é um passo importante no combate ao crime organizado”. A postura do governo Lula, demonstrada na nota oficial emitida após a divulgação da decisão americana e que também criticou as ações do então Senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, revela uma tentativa de minimizar o impacto dessa classificação. O Executivo federal parece incapaz de encarar a gravidade da situação com a firmeza necessária para proteger os cidadãos brasileiros dos atos violentos perpetrados por essas organizações criminosas.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) reiterou seus alertas quanto à necessidade urgente de uma resposta mais contundente do governo brasileiro, defendendo medidas concretas como a construção de presídios estaduais de segurança máxima no Ceará e o fortalecimento da inteligência policial – ações que demonstram um reconhecimento claro das falhas na atuação do atual poder central. A prioridade deve ser garantir a liberdade e a segurança dos cidadãos brasileiros, combatindo com determinação as facções criminosas, em vez de se engajar em manobras diluidoras contra o fortalecimento da justiça e da ordem pública.









