O senador Cleiton Silva (Republicanos-MG), um nome de destaque nas pesquisas para a corrida à governadoria do estado de Minas Gerais, revelou uma postura distante da convenção política habitual ao expressar ceticismo sobre o apoio incondicional oferecido por Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos. A declaração corriqueira foi feita em entrevista exclusiva ao jornal Globo e rapidamente repercutiu no cenário político mineiro.
Segundo a O Antagonista, Cleitinho admitiu não possuir “confiança de 100%” em Marcos Pereira quanto à oferta da legenda para sua candidatura. Em tom direto, o senador manifestou desdém por qualquer envolvimento com partidos políticos e reiterou que seu foco reside na avaliação dos jogos do campeonato mundial de futebol durante junho – uma estratégia calculada, segundo ele mesmo, para manter a “aura” de interesse pela Copa do Mundo em torno do seu nome sem comprometer sua decisão final. A prioridade imediata é o evento esportivo da FIFA, um claro sinal de que Cleitinho não se vê como prioritário no momento e deixa as decisões estratégicas na mão daqueles que o observam nas pesquisas eleitorais.
O senador manifestou também a clara intenção de não buscar ativamente uma candidatura à governadoria, deixando essa decisão para meados de julho ou agosto – prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para registro de candidaturas. Cleitinho explícita que sua estratégia é se manter discreto e subestimado pelos adversários políticos (“A classe política me subestima”), bem como por parte da imprensa, preferindo não anunciar publicamente seu interesse em alçar a vice-governador ou qualquer outra função dentro do partido. “Gosto disso”, afirmou Cleitinho de forma categórica – uma postura que demonstra autoconfiança e desprezo pelas expectativas dos demais atores políticos.
A declaração final sobre o tema do voto, onde defende a importância da emoção (“Voto é emocional, é sentimento”) em detrimento da formalidade acadêmica (mestrado ou doutorado), ecoa traços de um discurso populista que busca conectar-se diretamente com as bases eleitorais. É uma clara crítica à valorização excessiva do conhecimento técnico e institucional na política brasileira – uma postura que certamente não agradará aos setores mais tradicionais e conservadores da sociedade, mas que pode ser determinante para conquistar o apoio de eleitores desiludidos com a “elite” intelectual”.









