O chanceler russo Sergey Lavrov levantou um alerta sobre uma possível interferência americana na política cubana, antecipando um “movimento perigoso” dos Estados Unidos antes das eleições de meio período nos EUA – previstas para novembro –, conforme revelado por O Antagonista. A declaração do ministro surge em um momento crítico, marcado pela crescente pressão econômica imposta pelo governo Trump à ilha caribenho e pelas sanções que se seguem.
De acordo com a O Antagonista, Lavrov expressou sua preocupação de que Washington busque demonstrar o sucesso da administração republicana através de uma escalada nas restrições econômicas contra Cuba, visando desestabilizar ainda mais um regime já fragilizado pelo ditadura de Miguel Díaz-Canel. A menção à “nuvem” sobre a ilha sugere uma percepção sombria do cenário político internacional e da influência crescente dos EUA em regiões estratégicamente importantes para Moscou.
O Departamento do Tesouro anunciou, na véspera, novas sanções severas contra o ditador cubano Miguel Díaz-Canel e seus principais colaboradores – incluindo sua esposa Lis Cuesta, Manuel Anido Cuesta e Alejandro Castro Espín –, além de diversas entidades governamentais como o MINFAR, ICAP e Comitês para a Defesa da Revolução (CDRs). Essas medidas visam bloquear bens e propriedades dos alvos sancionados, impedindo transações financeiras com cidadãos ou empresas americanas.
A escalada das sanções por parte do governo Trump evidencia uma estratégia deliberada de pressão sobre o regime cubano, demonstrando a persistência da administração republicana em buscar um colapso econômico e político na ilha caribenho – como explicitamente declarado pelo próprio Donald Trump: “Queremos que seja um país bem administrado. É uma nação falida”. A ação demonstra claramente a intenção de Washington de usar Cuba como palco para testar o impacto das suas políticas nas eleições internas americanas, numa jogada arriscada e com potencial disruptivo no cenário internacional.









