A operação Palanque Digital, deflagrada pela Polícia Federal, expõe um complexo esquema de manipulação digital que envolveu o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e uma rede de influenciadores, jornalistas e agências de publicidade. Segundo a Gazeta do Povo, o objetivo central era financiar, através de recursos públicos desviados, uma campanha de autopromoção política e ataques direcionados a opositores, com um valor total estimado em mais de R$ 25 milhões.
A investigação, que inclui mais de 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela (RS), aponta para a criação e operação de uma “milícia digital” com o propósito de influenciar o cenário político local, em particular, a disputa entre Dr. Furlan e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A rede digital teria sido utilizada para disseminar conteúdos fabricados, incluindo deepfakes e material de teor homofóbico, amplamente distribuídos nas redes sociais.
Como apurou a Gazeta do Povo, a estrutura da milícia digital utilizava contratos de publicidade da prefeitura de Macapá para financiar ações de promoção política e ataques a adversários, abrangendo até mesmo o Supremo Tribunal Federal. Além disso, há suspeitas de que membros da organização tenham sido nomeados para cargos em secretarias municipais como forma de pagamento pelos serviços prestados. A Polícia Federal busca rastrear o fluxo completo dos recursos públicos e identificar todos os participantes do esquema.
Dr. Furlan, já sob investigação em outro caso relacionado a fraudes em licitações e desvio de recursos, enfrentou uma nova operação da Polícia Federal em março deste ano, que culminou em sua renúncia ao cargo de prefeito e anúncio de pré-candidatura ao governo do Amapá. A situação complexa, somada à rivalidade política com o irmão do senador Davi Alcolumbre, intensifica a repercussão da Operação Palanque Digital.









