A pressão popular e a proximidade das eleições de 2026 impulsionam a avaliação governamental de que a Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 tem alta probabilidade de ser aprovada no Senado Federal antes do final do ano.
Segundo a Revista Oeste, parlamentares da base governista já consideram que o governo tem um cenário favorável para o avanço do projeto na Câmara Alta. A perspectiva de aprovação se fortalece diante do clamor público em torno da questão e da janela eleitoral que se abre. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, reforça a importância do apoio popular e adverte que qualquer tentativa de obstruir o processo pode prejudicar a reputação de opositores e, consequentemente, a imagem do presidente Lula.
A estratégia para garantir a influência do Senado na tramitação da proposta se concentra na busca por um encurtamento do período de transição para a nova jornada de trabalho de 5×2. Debate-se a possibilidade de acelerar a implementação da mudança. A aprovação da PEC, originada na Câmara e proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), já é vista como um indicativo positivo, mesmo que o Senado analise a versão aprovada pela Câmara.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), alinhou-se com o presidente Lula na segunda-feira, 25, definindo os pontos principais da PEC. Acordou-se que a transição para a jornada de 5×2 começará ainda neste ano. A proposta estabelece um prazo de 60 dias após a promulgação da PEC para a implementação inicial da escala de trabalho, com uma redução imediata de duas horas na semana. Mais duas horas seriam reduzidas em até 12 meses, totalizando uma diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais dentro de um máximo de 14 meses, sem alteração nos salários. A Câmara deve votar a PEC em plenário na próxima quinta-feira, 28.









