Tomaz Silva/Agência Brasil

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior – conhecido como “Dr. Jairinho” –, tem retomado sua luta contra o sistema judicial com um novo recurso. O político foi condenado a uma pena de 43 anos e 9 meses em julgamento por júri popular, acusação relacionada à morte do menino Henry Borel. A defesa agora busca anular todo o processo no Tribunal do Júri da Capital.

Segundo a O Antagonista, os advogados de Jairinho argumentam que diversas irregularidades comprometeram a validade da sentença. Eles apontam mais de 20 supostas nulidades processuais registradas em ata, alegando que estas comprometem a integridade e confiabilidade do julgamento. A defesa insiste na existência de um viés judicial evidente durante o processo contra seu cliente, uma tese defendida por cinco anos com base no que eles acreditavam ser evidência da parcialidade da magistrada Elizabeth Machado Louro.

O advogado Rodrigo Faucz enfatizou a intenção de recorrer como medida para expor as falhas flagrantes do julgamento e buscar um novo júri justo. Ele ressaltou o caráter “manifestamente contrário à prova dos autos” da decisão original, argumentando que os jurados se desviaram das evidências apresentadas na defesa. A alegação é reforçada pela premissa de que a acusação inicialmente minimizou ou negou elementos cruciais relacionados às torturas sofridas pelo menino Henry, uma questão aparentemente ignorada no julgamento final.

A estratégia legal agora foca em questionar o próprio processo do caso envolvendo Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, buscando aproveitar qualquer falha para garantir um novo julgamento justo e livre de irregularidades que possam comprometer a liberdade de Jairinho. O objetivo é claro: confrontar as decisões judiciais com base na percepção da defesa sobre uma parcialidade judicial existente no caso.

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