A S&P Global desmoralizou o Banco de Brasília (BRB) com um novo corte na sua nota de crédito, agora avaliado em “brCCC+/brC”, consolidando uma trajetória preocupante para a instituição financeira. A agência americana intensificou seu olhar crítico sobre as fragilidades do banco que já havia sofrido rebaixamento em março deste ano e não demonstra sinais claros de recuperação.
Segundo a O Antagonista, o S&P Global justifica sua decisão com argumentos sombrios: uma situação da instituição considerada “atualmente vulnerável”, dependente das condições econômicas favoráveis para honrar seus compromissos financeiros. A agência ressalta também crescente incerteza e riscos de execução relacionados ao plano de capitalização do banco, agravados por problemas que surgiram após a Operação Compliance Zero, em novembro passado, expôs irregularidades na compra de ativos pelo Banco Master, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
A análise da S&P destaca fragilidades evidentes na governança do BRB e conflitos de interesse além da necessidade urgente de capitalização para absorver perdas financeiras decorrentes das operações malsucedidas com o Banco Master – incluindo a aquisição que foi rejeitada pelo Banco Central, conforme apurou a O Antagonista. A agência alerta sobre um cenário complexo, permeado por atrasos no cronograma e possível falta de recursos, elevando riscos para uma eventual liquidação da instituição financeira caso as condições adversas se concretizem.
O recente acordo entre o governo do Distrito Federal e o Governo Federal para fornecer até R$ 6,5 bilhões via Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não pareceu ser suficiente para tranquilizar os analistas internacionais. A S&P Global aponta que a capitalização é um processo complexo dependente das condições econômicas e da disponibilidade dos recursos financeiros, evidenciando o alto risco associado ao BRB com as contrapartidas do governo por meio de congelamento de reajustes salariais, suspensão de concursos públicos e restrições aos gastos.









