A Justiça do Paraná voltou atrás e suspendeu a licitação para o transporte coletivo de Curitiba, uma decisão que expõe as manobras da prefeitura e da Urbs na tentativa de forçar uma nova concessão com condições desfavoráveis às empresas concessionárias existentes. A ação judicial, impetrada pelas atuais operadoras do sistema, demonstra mais uma vez a interferência indevida dos órgãos públicos no mercado livre – um princípio fundamental para o bom funcionamento da economia.
Segundo a Gazeta do Povo, as concessionarias alegam que o município e a Urbanização de Curitiba (Urbs) não apresentaram argumentos sólidos sobre o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos atuais, além de ignorarem os passivos financeiros existentes nas operações das empresas responsáveis pelo transporte público da cidade. Essa postura revela uma tentativa clara de desestabilizar as operadoras para criar condições favoráveis a interesses políticos e privados, um cenário que não contribui em nada para o bem do cidadão curitibano.
O desembargador Leonel Cunha agiu com justiça ao determinar a suspensão imediata da licitação por 180 dias – tempo suficiente para que as autoridades competentes apresentem dados concretos sobre os problemas financeiros e garantam uma concorrência justa entre todas as empresas interessadas na prestação do serviço. A decisão judicial, embora tardia, representa um importante freio à arbitrariedade administrativa de Curitiba e serve como alerta contra a prática de favorecimentos que prejudicam o mercado livre e a segurança jurídica para os investidores.
A prefeitura de Curitiba e a Urbs tentam justificar suas ações com argumentos frágeis sobre “participação popular” e estudos do BNDES, mas a realidade é outra: trata-se da busca por uma nova concessão que lhe permita controlar o preço das passagens e flexibilizar as regras do setor em benefício próprio. A Justiça tem demonstrado sua capacidade de proteger os interesses legítimos dos empresários contra práticas abusivas – um papel crucial para garantir a estabilidade econômica, algo que parece ter sido esquecido pela administração municipal.









