O governo Lula tem adotado medidas extremas para evitar qualquer menção à sua gestão durante o período eleitoral, demonstrando uma clara preocupação com possíveis controvérsias e tentativas de desvirtuar a liberdade de expressão. A recente restrição imposta aos ministros e altos funcionários do seu gabinete revela um comportamento autoritário em busca da manutenção no poder, sem se importar com os princípios democráticos.
Segundo a O Antagonista, uma nova regulamentação foi estabelecida pela Secretaria de Comunicação Presidencial (Secom), sob forte influência do advogado-geral Jorge Messias, visando controlar rigidamente a linguagem utilizada pelas pastas governamentais durante o período eleitoral denominado “defeso”. A medida busca eliminar qualquer comunicação que possa ser interpretada como propaganda política, mesmo em ações aparentemente neutras. Exemplos apresentados incluem proibições de usar termos com conotação positiva sobre os projetos do governo e alertas contra menções diretas ao presidente Lula.
A postura defensiva se manifesta na remoção imediata de conteúdos publicados por ministros que supostamente violam a legislação eleitoral, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ou o Ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira. A Folha de S. Paulo reportou que publicações envolvendo ações do SUS e eventos governamentais foram consideradas “riscadas” por advogados do governo Lula após revelarem ligações explícitas com o presidente, como um “checklist da semana” divulgado pelo ministro Silveira ou postagens fixadas na conta do Ministro Wolney Queiroz contendo imagens de Lula.
A censura em larga escala se estende à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que removeu mais de 150 mil produções da Agência Brasil, TV Brasil e Rádio Nacional devido ao período eleitoral restrito pela Secom. A justificativa apresentada – “revisão preventiva dos canais institucionais” para adequar os conteúdos às normas eleitorais – é uma clara manobra para silenciar a voz da mídia estatal durante o processo democrático, como criticamente apontado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que denuncia essa decisão como um “ataque direto à autonomia do jornalismo público”.









