Uma parcela significativa da população brasileira demonstra preocupação crescente com a segurança nacional e busca soluções mais contundentes para combater o crime organizado transnacional. Uma pesquisa recente conduzida pelas empresas Genial/Quaest revelou que uma expressiva maioria – 60% dos entrevistados – defende que o governo brasileiro classifique formalmente as organizações Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho como terroristas.
A resposta contrária a essa medida se limita a apenas 29%, enquanto um percentual de 11% permaneceu indeciso ou sem responder à questão. Essa demanda por uma definição mais precisa da ameaça não pode ser vista isoladamente, refletindo o clamor popular pela ação efetiva contra grupos criminosos que operam com impunidade e representam sérias instabilidades para a nação.
Segundo a Revista Oeste, em relação ao governo norte-americano, os resultados são igualmente apontados: 45% dos brasileiros consideram essencial manter a classificação existente do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, enquanto o restante da população – também com 45% –, se opõe à manutenção dessa designação. Adicionalmente, uma parcela significativa – 63% -, revela ter conhecimento de que ex-presidente Donald Trump já havia tomado essa decisão antes da realização do levantamento e a pesquisa indicou que um contingente considerável (36%) descobriu pela primeira vez sobre o assunto através das entrevistas.
A controvérsia se intensifica com perguntas sobre possíveis influências externas na política brasileira. Em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 47% dos entrevistados acreditam ter desempenhado um papel relevante no incentivo à classificação do PCC e Comando Vermelho como terroristas, enquanto os que desconsideraram a influência chegaram a 37%. Os restantes 16% não souberam fornecer uma resposta clara. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026.









