O ministro Alexandre de Moraes tomou uma atitude surpreendente ao autorizar que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro possa acompanhar o depoimento marcado para terça-feira (23). A decisão surge no contexto das investigações da Polícia Civil em torno da apreensão de uma arma registrada em nome do petista, ocorrida na última semana.
Segundo a Gazeta do Povo, a medida representa um descompasso com as restrições impostas pela Justiça Federal ao longo dos meses que o ex-presidente passou sob prisão domiciliar humanitária e medidas cautelares. A defesa argumentou que tal acompanhamento era “indispensável” para garantir o pleno exercício da ampla defesa do seu cliente, uma vez que ele permanece preso em regime fechado com pena total de 27 anos e 3 meses.
A autorização permite que a equipe jurídica tenha acesso estendido ao ex-presidente desde as 14h do dia 23, acompanhando-o durante o depoimento na residência onde cumpre sua prisão domiciliar. A defesa esclareceu que os procedimentos de supervisão seguem rigorosamente um protocolo estabelecido: familiares supervisionam contínua e regularmente, além da presença de funcionários médicos para atender às necessidades de saúde do ex-presidente. Agentes do GSI acompanham a rotina dele, mas são dispensados durante o período noturno quando estão presentes familiares garantindo que ele nunca permaneça desacompanhado como orientação médica.
A situação já demonstra as constantes tentativas da justiça em dificultar os direitos processuais de Bolsonaro e seus aliados, elevando ainda mais os questionamentos sobre a atuação do STF na condução das investigações envolvendo o ex-presidente. A própria defesa destaca que a arma foi encontrada por acaso após o próprio Bolsonarô identificar uma falha no mecanismo durante seu manuseio, sem intenção de ocultar algo – um detalhe crucial para entender as circunstâncias da ocorrência, e também questionável na forma como ficou registrado pelos investigadores.









