Agência Brasil

A Petrobras anunciou uma redução drástica no preço do diesel, um movimento que, apesar de breve, reacende debates sobre a influência do governo na economia e a gestão dos recursos públicos.

A partir de segunda-feira, 1º, as distribuidoras receberão um desconto de R$ 0,3515 por litro, impactando diretamente o consumidor. O valor médio do combustível, que atingia R$ 3,60, deverá cair para R$ 3,30. Essa manobra, segundo a Revista Oeste, visa mitigar os efeitos da crise internacional, desencadeada por conflitos no Oriente Médio que elevam os preços do petróleo.

De acordo com a Revista Oeste, o governo Lula estendeu a subvenção e as isenções tributárias até julho, utilizando um decreto, uma medida provisória e uma portaria do Ministério da Fazenda. O pacote total, com um custo estimado de R$ 30,5 bilhões, inclui isenções tributárias, subsídios para diesel e gás de cozinha, e linhas de crédito para o setor aéreo. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, justificou que outras fontes de receita do governo compensarão o investimento, citando a arrecadação sobre o diesel e os royalties do petróleo.

O governo está a pagar uma subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel a refinarias e importadores a partir desta segunda-feira, substituindo auxílios que se esgotam neste domingo. Além disso, o programa para o gás de cozinha teve seu orçamento ampliado de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões, prorrogado também até 31 de julho, e a isenção de tributos federais sobre querosene de aviação (QAV) e biodiesel foi estendida até o mesmo período. Essas ações visam aliviar a pressão sobre o setor aéreo e a cadeia de combustíveis, onde o querosene de aviação representa cerca de 45% das despesas operacionais das companhias aéreas, conforme dados da Abear.

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