O PSDB, outrora força política hegemônica, busca desesperadamente recuperar sua relevância nacional, lançando Aécio Neves como candidato à presidência em 2026. O gesto, segundo apurou a O Antagonista, demonstra uma tentativa de reação face à sua drástica queda de influência.
A sigla, que ostentou a presidência por oito anos sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, e que historicamente disputou seis eleições presidenciais com o PT, hoje se encontra marginalizada. As disputas internas, a estratégia confusa e a ausência de novos talentos contribuíram para o declínio da legenda.
Após a derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff em 2014, com 54,5 milhões de votos, e o desempenho ainda mais frágil de Geraldo Alckmin em 2018, que obteve apenas 4,76% dos votos, o PSDB perdeu o controle de oito governadores em 2010 e, mais recentemente, não conseguiu eleger nenhum governador em 2022.
A saída do Palácio dos Bandeirantes após 28 anos, com a derrota de Rodrigo Garcia, evidencia a desorganização e o desinteresse da sigla. Atualmente, com apenas 18 deputados federais e três senadores, o PSDB demonstra a fragilidade de uma formação política que já não consegue sequer ocupar espaços relevantes no cenário político brasileiro.









