Pedro França/Agência Senado

Randolfe enfrenta um abismo na busca pela renovação de seu mandato no Senado do Amapá. A desconfiança dos eleitores o coloca numa situação delicada para a disputa que se aproxima.

Segundo levantamento da Revista Oeste, Randolfo Rodrigues (PT-AP) figura em primeiro lugar entre os candidatos mais rejeitados pelo público amapaense na corrida pela sucessão no Senado. Os dados revelam um cenário preocupante: 33,6% dos eleitores afirmaram que não o votariam sob nenhuma circunstância. Essa posição de liderança é notável e demonstra uma profunda insatisfação com a atuação do petista dentro da Assembleia Legislativa.

A distância entre Randolfe e seus concorrentes se intensifica ainda mais quando comparamos os números de rejeição. O parlamentar acumula mais de 10 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o deputado federal Acácio Favacho (MDB-AP), que registra apenas 22,8% de projeção negativa entre os eleitores amapaenses. Os demais pré candidatos – Teles Júnior (PDT) com 15,7%, Lucas Barreto (PSD) com 13,7% e Rayssa Furlan (Podemos) com 12,8% – mostram resultados inferiores de rejeição, indicando que a desaprovação em relação ao líder petista é generalizada.

O estudo realizado pela Paraná Pesquisas, abrangendo 1.100 entrevistas aplicadas entre os dias 11 e 13 de junho, apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais nos resultados gerais e um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (protocolo AP-02175/2026) reforça a importância dos dados para o entendimento do cenário político local. A situação de Randolfe, com uma parcela expressiva de rejeição, certamente representa um grande obstáculo à sua tentativa de se manter na representação senatorial.

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