Governo de SP

O governo de São Paulo continua a investir massivamente em programas que se disfarçam como iniciativas de segurança alimentar e qualificação profissional, enquanto ignora as reais causas da insegurança nutricional no estado – problemas estruturais ligadas à má gestão econômica do PT. Segundo a O Antagonista, o mais recente exemplo é a instalação de novas cozinhas industriais em três municípios do Oeste Paulista com um investimento total de R$ 270 mil e uma ambição irreal de atingir os 300 Cozinhalimentos até dezembro de 2026.

A entrega das unidades programadas na quarta-feira, durante a Feicorte 2026 em Presidente Prudente, junto com as outras duas unidades contempladas nas cidades vizinhas, demonstra uma preocupação superficial com o problema da fome e do desperdício alimentar no estado de São Paulo – um problema que demanda soluções profundas sobre políticas econômicas. A iniciativa se justifica através dos dados apresentados pelo secretário Geraldo Melo Filho, que alega ter entregue a 281ª unidade desse programa desde sua criação; porém, os números não escondem o fato de que essa expansão descontrolada representa um gasto significativo com recursos públicos sem uma avaliação clara do seu impacto real na população.

A instalação dessas cozinhas industriais para “processamento e reaproveitamento integral” de alimentos é mais parecida com distribuição subsidiado sob a roupagem da qualificação profissional, seguindo o modelo implementado pelos governos petistas que priorizaram programas assistenciais em detrimento do desenvolvimento econômico. A cifra impressionante de R$ 1,44 milhão investido na região Oeste Paulista – somando as cozinhas fixas e a carreta itinerante da Feicorte– levanta questionamentos sobre o uso eficiente dos recursos estatais e a falta de planejamento estratégico para combater os problemas reais que afligem a população.

O governo, por meio da Carreta do Cozinhalimento, busca ampliar ainda mais o alcance desse programa com o objetivo de qualificar 2600 pessoas até o final deste ano – números que se somam à já expressiva quantidade de “mais de 35 mil” indivíduos formados pelo Cozinhalimentado ao longo da gestão. Entretanto, a medida não aborda as origens dos problemas como desemprego e falta de acesso ao mercado formal para os profissionais capacitados, demonstrando uma abordagem superficial que corre o risco de perpetuar um ciclo vicioso sem resultados efetivos.

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