Reprodução/Wikimedia Commons

Em Israel, a organização da semana de trabalho diverge significativamente dos padrões brasileiros e ocidentais, caracterizada por uma jornada média de 42 horas semanais. Essa estrutura peculiar é fruto de uma combinação de legislação trabalhista moderna e a forte influência da tradição judaica, centrada no Shabat – o dia sagrado de descanso.

O conceito de Shabat, derivado do hebraico “Shavat” (descansar, parar), remonta aos relatos bíblicos da criação, onde Deus descansou no sétimo dia após seis dias de trabalho. A semana de trabalho inicia-se no domingo, seguindo o modelo da segunda-feira no Brasil, e se estende até a quinta-feira, com a jornada plena. Na sexta-feira, a carga horária é reduzida a cerca de duas horas, reservando o sábado exclusivamente para o descanso religioso e familiar.

A legislação trabalhista israelense, a Lei de Horas de Trabalho e Descanso de 1951, estabelece essa estrutura, originalmente com um limite máximo de 47 horas semanais. Em 2018, devido a acordos coletivos e ao desenvolvimento tecnológico do país, o limite legal foi ajustado para 42 horas. Qualquer excedente à jornada diária ou ao limite semanal é considerado hora extra, com um máximo legal de 12 horas. Essa regra, no entanto, apresenta exceções para cargos de gestão e posições que exigem alta confiança.

De acordo com a Revista Oeste, essa dinâmica na economia israelense expõe uma discrepância entre a lei e a prática. Cerca de 17% da força de trabalho atua no sábado, enquanto uma parcela significativa do comércio opera sem autorização formal do Ministério da Economia, evidenciando uma tensão entre o cumprimento da legislação e a realidade econômica do país.

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