O governo dos Estados Unidos, em seu relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que visa taxar os produtos brasileiros em 25%, apresentou uma crítica severa às práticas do Brasil, citando o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao abordar a leniência do país no combate à corrupção.
“O Brasil falhou e continua falhando em tomar medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção”, afirma o relatório de 107 páginas, evidenciando uma preocupação crescente por parte do governo americano com a inércia brasileira no enfrentamento de práticas ilícitas. Segundo a Revista Oeste, essa análise se baseia em um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de outubro de 2023, que expõe a insatisfação com a incapacidade do Brasil em alcançar um nível sustentável de combate ao suborno estrangeiro, especialmente considerando o envolvimento de empresas brasileiras em casos de corrupção de grande magnitude.
A crítica se intensifica com a decisão de Toffoli, em setembro de 2023, de anular todas as provas obtidas em acordos de leniência com a Odebrecht, empresa que confessou dezenas de casos de corrupção, alegando ter sido coagida por um suposto conluio entre o Ministério Público e o Judiciário. A partir dessa decisão, Toffoli também favoreceu a Odebrecht, suspendendo uma multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à JBS, controladora da JBS, dos irmãos Batista, que também confessaram pagamentos de propina.
Em dezembro de 2023, Toffoli suspendeu ainda uma multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à J&F, controladora da JBS, dos irmãos Batista, que igualmente confessaram inúmeros casos de pagamento de propina para obter vantagens ilegais. A Operação Lava Jato, que visava desvios de recursos públicos, foi marcada por uma série de decisões judiciais controversas, incluindo a anulação de acordos de leniência, gerando questionamentos sobre a efetividade do combate à corrupção no país.









