Gazeta do Povo / Reprodução

A família de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, conhecido como “Sicário”, permanece aguardando o laudo final do Instituto Médico Legal (IML) e a obtenção das imagens do presídio, conforme reportado pela Gazeta do Povo. Através de seu advogado, Vicente Salgueiro, a defesa manifesta profunda preocupação com a falta de comunicação formal da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ocorrido.

A família chegou a tomar conhecimento da morte de Mourão exclusivamente através da mídia, sem qualquer notificação oficial do IML. A instituição médica também não forneceu um relatório conclusivo sobre a causa da morte à família. A defesa acusa o STF e a PF de impedir o acesso à investigação em andamento, que envolve o inquérito sobre o caso.

Inicialmente, o processo criminal que envolveu Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão se concentrava em fraudes em carteiras de crédito, relacionadas às atividades de Daniel Vorcaro. No entanto, a investigação revelou a existência de uma milícia privada contratada para silenciar opositores nos negócios do banqueiro, gerando críticas severas de setores políticos e jurídicos em relação à relação entre Vorcaro e ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Segundo a Gazeta do Povo, a Penitenciária Agrada onde Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão estava detido, alegou que uma tentativa de suicídio motivou a transferência do indivíduo para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde ele sucumbiu. O caso, que começou com acusações de fraudes, evoluiu para a suspeita de envolvimento em atividades criminosas, com o apelido “sicário” sendo associado a uma possível atuação como assassino profissional.

A defesa de Mourão e seus familiares estão no aguardo da conclusão do exame pericial, que deverá determinar a causa exata do falecimento. Além disso, a família espera que as investigações sobre os eventos que antecederam o encaminhamento de Phillipi ao Hospital João XXIII, em 4 de março de 2026, sejam totalmente esclarecidas.

A defesa, representada pelo advogado Vicente Salgueiro, ressalta que a família não foi formalmente informada pela PF sobre a suposta tentativa de suicídio de Phillipi, tendo obtido conhecimento dessa informação apenas através da imprensa. A equipe jurídica busca acessar os elementos de prova da 3ª fase da operação “Compliance Zero” para avaliar a coerência das acusações com o material coletado.

Apesar da gravidade da imputação de “sicário” atribuída a Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, a família enfatiza que nunca teve conhecimento de qualquer envolvimento do indivíduo em atos de violência ou homicídio. A defesa argumenta que o histórico de Mourão, marcado por um amplo convívio social e ausência de indicadores de comportamento autodestrutivo, contradiz a acusação formal.

A família aguarda a elucidação completa das circunstâncias do falecimento de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, confiando que os fatos serão esclarecidos com base em evidências técnicas, e não em especulações. A busca por transparência e acesso aos dados da investigação busca preservar a honra e a memória do indivíduo.

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