Gazeta do Povo / Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou a equipe jurídica de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Defensoria Pública da União (DPU) assumiu a defesa do réu, conforme decisão tomada nesta segunda-feira (13).

Segundo a Gazeta do Povo, a mudança ocorre após a defesa, anteriormente liderada por Paulo Faria, se recusar a comparecer a uma audiência de instrução. A decisão foi um protesto contra a condução do ministro, que optou por citar o perito por meio de uma carta rogatória ao governo italiano, em vez de intimar formalmente. Moraes justificou a medida alegando que Tagliaferro se encontrava em local “incerto e não sabido”, mesmo com o processo de extradição em andamento.

O relator da causa também cancelou a audiência de instrução, devido à rápida convocação do defensor público Claudionor Barros Leitão para o caso. O ministro designou, então, uma nova sessão, agendada para o dia 28 de abril.

A Procuradoria-General da República (PGR) indicou cinco testemunhas para o caso: os delegados da Polícia Civil de São Paulo Aldo Galiano Júnior, José Luiz Antunes e Luciana Raffaelli Santini; o escrivão Silvio José da Silva Júnior e o agente policial Vander Luciano de Almeida. Esses profissionais participaram da prisão de Tagliaferro em Caieiras (SP), sob suspeita de ameaçar sua esposa, Carla Bottoni Tagliaferro, com uma arma de fogo.

Durante o depoimento, os presentes relataram a presença massiva de jornalistas na porta da delegacia, com um dos profissionais mencionando a chegada de um “peixe grande”. A investigação, que inicialmente focava em violência doméstica e disparo de arma de fogo, evoluiu para apurar violação de sigilo funcional, após a identificação de um aparelho em posse de Tagliaferro que era suspeito de ser de uso institucional, resultando em sua apreensão.

Atualmente na Itália, o perito ganhou destaque após divulgar mensagens de servidores dos gabinetes de Moraes no TSE e no STF. O ministro nega qualquer irregularidade na investigação de cidadãos sob a acusação de desinformação, afirmando que todos os procedimentos foram devidamente registrados nos autos.

A Gazeta do Povo também apurou que a defesa de Tagliaferro, antes composta por Paulo Faria, se manifestou inconformada com as decisões do ministro Moraes.

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