Jair Bolsonaro

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou formalmente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele realize uma cirurgia no ombro direito. O pedido foi apresentado na noite de terça-feira, 21.

A equipe jurídica do ex-presidente busca que o procedimento seja realizado ainda esta semana, idealmente na sexta-feira, 24, ou no sábado, 25. A petição detalha que Bolsonaro sofre de dores persistentes e limitações significativas nos movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos.

Segundo a Revista Oeste, a necessidade da intervenção surge após a ineficácia do tratamento conservador adotado e o agravamento da condição clínica. Exames recentes revelaram lesões de alto grau no manguito rotador, juntamente com outras complicações que justificaram a recomendação cirúrgica de um especialista.

A defesa enfatizou que o procedimento não é uma questão de conveniência pessoal, mas sim uma necessidade terapêutica concreta, baseada em avaliação técnica especializada. A técnica artroscópica, que utiliza câmeras, é considerada minimamente invasiva.

A solicitação argumenta que a manutenção do quadro atual implica em restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito. A defesa busca viabilizar o tratamento médico necessário, visando preservar a integridade física, a funcionalidade do membro, a qualidade de vida e a dignidade do ex-presidente.

Conforme apurou a Revista Oeste, anteriormente, em abril, os advogados já haviam encaminhado ao STF relatórios médicos que indicavam a necessidade de um novo procedimento. O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, relatou que o ex-presidente já apresentava dores no ombro antes da última alta hospitalar em 27 de março.

De acordo com o profissional, um dia antes da alta, Bolsonaro passou por avaliação ortopédica, com realização de exames complementares e indicação de cirurgia. Desde então, em regime de prisão domiciliar, o ex-presidente tem experimentado dores intensas, com limitação de movimento (elevando o braço a 90 graus), perda de força e assimetria postural, com o ombro direito inferiorizado em relação ao esquerdo.

Bolsonaro permanece em prisão domiciliar desde 27 de março, data em que deixou o hospital, após determinação do ministro Moraes. A medida, inicialmente, tem validade de 90 dias, e inclui restrições como a proibição do uso de aparelhos celulares e o recebimento de visitas.

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