O governo iraniano ordenou a execução de quatro indivíduos nesta semana, acusados de colaborar com o serviço de inteligência israelense, o Mossad. A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana Mizan.
Mehdi Farid, de 48 anos, foi executado na terça-feira, 21 de maio. Ele foi acusado de fornecer informações confidenciais de interesse nacional ao Mossad.
A Revista Oeste reportou que Amirali Mirjafari, Hamed Validi e Mohammad Masoum Shahi também foram executados em dias anteriores. As autoridades iranianas os classificaram como agentes do Mossad.
Teerã frequentemente acusa Israel de espionagem, muitas vezes resultando em condenações à morte. Segundo dados oficiais, mais de três mil pessoas foram presas sob acusações de espionagem contra Israel.
Além dos casos de espionagem, o Irã também realizou execuções de presos políticos e manifestantes nos protestos que eclodiram em janeiro.
Conforme apurou a Revista Oeste, o país registrou em 2025 o maior número de execuções em mais de três décadas. A organização Juntos Contra a Pena de Morte (ECPM), sediada em Paris, e Direitos Humanos do Irã, com sede na Noruega, apontam que 1.639 pessoas foram executadas em 2025.
As entidades destacam a falta de transparência do sistema judiciário iraniano, o que pode elevar o número real de execuções. O diretor executivo da ECPM, Raphaël Chenuil-Hazan, citado pela CNN, afirmou que a pena de morte é utilizada como instrumento de opressão contra minorias étnicas e grupos marginalizados.









