A Polícia Federal (PF) descobriu, através de registros do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, um grupo de WhatsApp denominado “INFO – BRB”. Segundo apurou a Revista Oeste, essa plataforma de comunicação era utilizada para coordenar a produção de documentos falsos relacionados à venda de carteiras de crédito ao Banco Regional de Brasília (BRB).
As trocas de mensagens revelam um esforço para ajustar valores apresentados em extratos enviados ao banco público. Em uma das conversas, Vorcaro expressou sua insatisfação com discrepâncias nos números, apontando uma divergência de R$ 6.400 para R$ 7.200 em uma transação envolvendo a empresa Tirreno, que a investigação considera uma possível empresa de fachada. A preocupação com a precisão dos dados era constante, como demonstrado pela insistência de Vorcaro em que os valores “feitassem a conta”.
O inquérito investiga, além disso, suspeitas de pagamento de propina ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, com o objetivo de favorecer os interesses de Vorcaro. A PF acredita que essa rede de comunicação facilitava a manipulação de informações financeiras, buscando contornar dificuldades de liquidez enfrentadas pelo Banco Master, controlado pelo empresário, desde agosto de 2025.
As mensagens do grupo “INFO – BRB”, que incluía Vorcaro, Alberto Félix (superintendente de tesouraria do Master) e Ângelo Silva (diretor financeiro da instituição), reforçam a acusação de que executivos do Master e Vorcaro participaram ativamente na criação de documentos fraudulentos, buscando garantir recursos ao banco estatal.









