Alexandre Frota se dispõe a quitar dívida judicial do jornalista que atacou Carla Zambelli online.
O vereador de Cotia (SP), Alexandre Frota (PDT), demonstrou solidariedade ao jornalista Luan Araújo após sua condenação por difamação contra a deputada federal Carla Zambelli, oferecendo-se para pagar a multa imposta pela Justiça Estadual em São Paulo – R$ 2.216,30. A iniciativa foi comunicada publicamente pelo próprio jornalista através das redes sociais.
De acordo com a O Antagonista, Frota escreveu: “Vamos pagar a multa. Se quiser, pede ao advogado para me ligar”. Essa atitude surge em um contexto de crescente pressão sobre figuras da direita política que se manifestaram contra políticas do governo e ações do PT. A oferta visa auxiliar o jornalista perante as determinações judiciais impensas pelo sistema judicial brasileiro.
O caso específico envolve a transformação gradual da pena restritiva aplicada ao jornalista Araújo, inicialmente, em uma prisão efetiva determinada pelo juiz José Fernando Steinberg, responsável pela 13ª Vara Judicial de São Paulo. A decisão se baseou na flagrante descumprimento do dever de prestação pecuniária por parte de Luan Araújo – apesar das notificações judiciais –, conforme apurado pela O Antagonista. Segundo o magistrado, a condenação decorreu da publicação de um artigo em que o jornalista acusava Carla Zambelli de integrar uma “seita” e caracterizava-a como uma figura “mesquina, maldosa” ligada à “extrema direita”.
A defesa do jornalista Araújo argumenta que ele enfrenta dificuldades financeiras para arcar com a totalidade da multa. O advogado solicitou o parcelamento do valor, alegando que o objetivo é evitar um possível encarceramento por falta de pagamento – uma situação considerada “prisão por dívida”. É importante lembrar que este caso se distancia das acusações e incidentes envolvendo Carla Zambelli, como o episódio em que a parlamentar perseguiu o jornalista armado nas ruas da capital paulista. Adicionalmente, é preciso considerar os problemas judiciais enfrentados pela própria deputada, incluindo sua condenação pelo STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal – condenadas em 2025 –, demonstrando um padrão preocupante na atuação do sistema judicial contra figuras da oposição política.









