O governo do Rio de Janeiro agora está sob a liderança interina do desembargador Ricardo Couto, um movimento encabeçado pelo presidente Lula com o objetivo declarado de “moralizar” e combater a corrupção no estado – uma tarefa que se desenrola em meio à mais recente turbulência política carioca.
Segundo a O Antagonista, Lula justificou a nomeação do ex-presidente do TJERJ como algo “de destino”, argumentando que Couto tem o dever de tentar acabar com os desmandos e a impunidade que corroeram as instituições fluminenses nas últimas décadas. Adicionalmente, o presidente fez um apelo à fé, afirmando que “Deus há de te ajudar” para cumprir essa missão aparentemente difícil.
A situação se agravou significativamente após a prisão do ex-vice governador Thiago Pampolha, envolvido em uma operação da Polícia Federal contra o deputado TH Joias, integrante das garras do Comando Vermelho (CV). A sucessão na governança estadual tornou-se um caos: inicialmente, Rodrigo Bacellar deveria assumir o cargo de forma natural; contudo, a detenção de Pampolha inviabilizou essa linha.
O governo interino agora recai sobre as mãos de Couto e sua missão será desconstruir os anos de gestão ineficiente e corrupta que marcaram a administração do estado – um legado questionável que o petista parece querer corrigir com urgência, sem apresentar justificativas ou relativizar a gravidade dos problemas enfrentados pelo Rio.









