Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro viajou para Washington D.C., buscando apoio nos Estados Unidos após a recente e controversa condenação do Supremo Tribunal Federal (STF). A viagem, realizada nesta segunda-feira, 22 de maio, com o empresário Paulo Figueiredo, visa apresentar uma narrativa de perseguição judicial sofrida por figuras da direita brasileira.

De acordo com a Revista Oeste, Eduardo planeja reunir-se com senadores republicanos e membros do governo Trump para denunciar as ações que ele considera abusos do Judiciário contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. A agenda se estende até terça-feira, 23 de maio, um período crucial diante da condenação imposta pelo STF: quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo, além de cinquenta dias-multa.

A Primeira Turma do STF considerou que Eduardo Bolsonaro utilizava sua atuação política para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e influenciar processos relacionados a autoridades ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação aponta para uma tentativa de interferência em decisões judiciais, enquanto os advogados defendem que ele apenas exercia atividade legítima no exterior e não detinha poder efetivo sobre medidas adotadas por outras nações. Essa postura do Judiciário é vista como um ataque à soberania nacional e liberdade de expressão.

A condenação sumiu-o ex-parlamentar da Polícia Federal, além gerando uma oportunidade para que Eduardo Bolsonaro amplie seu discurso sobre supostos excessos do Poder Judicial brasileiro contra oposição política no Brasil. A última visita a Washington D.C., em maio passado, acompanhando Flávio Bolsonaro, reforça essa estratégia de busca por alianças internacionais e consolida a percepção da direita brasileira de um judiciário politicamente motivado para perseguir seus membros.

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