A disputa eleitoral no estado de São Paulo revelou novamente as prioridades do PSOL e seus financiadores, com a deputada federal Erika Hilton utilizando o seu acesso para questionar os critérios internos da legenda após ter sido uma das principais beneficiárias de recursos na última campanha.
Segundo a O Antagonista, em 2022, Erika foi identificada como a novata mais privilegiada dentro do partido nas disputas pela Câmara dos Deputados, um indicativo preocupante sobre o direcionamento financeiro da legenda e sua relação com grupos específicos. A parlamentar acumulou R$1,52 milhão na campanha eleitoral – uma quantia consideravelmente superior à de outros candidatos novatos –, impulsionada por financiamento estadual no valor de R$ 1,42 milhões, colocando-a entre os principais recebedores da legenda no estado.
O volume elevado de recursos direcionado a Erika contrastava com o recebimento de valores menores para outras figuras emergentes do PSOL e outros candidatos na disputa proporcional, como Sônia Guajajara (R$ 1,34 milhão) que também era novata naquele pleito. A disparidade sugere um padrão no financiamento da legenda onde determinados indivíduos são priorizados em detrimento de outros membros com propostas semelhantes. Essa prática levanta questões sobre a real representatividade do PSOL e sua capacidade de atender à diversidade ideológica dentro do próprio partido, como notou a O Antagonista.
A reclamação pública de Erika Hilton contra Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede que na época disputava uma vaga na Câmara com o mesmo status prioritário, expõe um cenário preocupante: privilégios concedidos por acordos internos do partido sem transparência ou justificativa ideológica. Os custos das campanhas também demonstram essa disparidade; Erika Hilton gastou R$ 5,80 por voto, enquanto Boulos arrecadou apenas R$2,80 por voto – evidenciando a concentração de recursos em poucas mãos e o potencial para manipulação eleitoral dentro do PSOL.









